Em todos os cortes
masculinos atuais, a pedida são as laterais em degradê. A arte do cabeleireiro
está justamente nesse trabalho, com máquina ou tesoura.
Os cortes de cabelos
masculinos mais pedidos atualmente pela galera esperta e moderna são os
raspados nas laterais e mais longos no topo da cabeça. Isso você já sabe, é
claro. Eles aparecem em uma porção de variações dos dois cortes da moda — o
undercut e o razor part (aquele com a risca lateral). Mas todos têm pelo menos
um detalhe em comum: as laterais bem baixas e aparadas em degradê, com máquina
ou tesoura.
Como tudo na moda vai e
volta o tempo todo, esses estilos nada mais são do que um revival dos estilos
“americano” e “meio-americano”, que conquistaram o mundo nos anos 50 e 60 e
eram inspirados nos cabelos usados pelos militares dos EUA. Por que
conquistaram as cabeças da galera? Fácil dizer. Esses cortes com laterais
baixas em degradê — que são chamados de “fade”, em inglês — são bem versáteis e
fáceis de manter e pentear. Com um pouco de gel, cera ou pomada, dá para
modelar de um jeito bacana, fazendo topetes, bagunçando o topo da cabeça ou,
ainda, assentando para trás no estilo “comb over”, que também está na moda.
“Além disso, combinam bastante com barba, seja curta, estilo por fazer, ou mais
longa”, diz Marcos Coraza, hair stylist e gerente do salão Gilberto
Cabeleireiros, de São Paulo.
Mas não dá para
descobrir um corte bacana na cabeça alheia e achar que vai ficar bom em você.
“Antes de optar por um corte, é preciso levar em conta seu tipo de cabelo,
formato de cabeça e, o mais importante, seu estilo, idade e tipo de trabalho”,
frisa Coraza.
Por isso, é legal
chegar ao cabeleireiro com noção do que você quer, mas ficar aberto a trocar
ideia com o profissional para que ele dê as diretrizes do que fica melhor para
você, baseado em toda sua experiência.
Para ajudá-lo na
escolha do corte ideal, pedimos para Marcos Coraza explicar como são os
diferentes tipos de cortes em degradê. A seguir, ele destrincha cada um dos
cinco estilos.
CLÁSSICO
A característica desse corte é uma camada de cabelo intermediária entre o curto e o longo nas laterais e na nuca.
Esse corte começa bem
curto na nuca e nas laterais e o comprimento aumenta no meio do crânio.
“Começamos usando a máquina com pente regulado na altura 1 ou 2 até 2/3, a
partir da nuca. Como no topo da cabeça os fios são mantidos longos, deixa-se
uma área intermediária entre o curto e o comprido para dar continuidade ao
corte sem deixar uma divisão muito marcada”, explica Marcos Coraza.
LOW
FADE
Esse corte destaca a
linha marcada do degradê numa altura bem baixa nas laterais da cabeça, perto da
orelha.
Esse tipo de degradê é
marcado numa altura mais baixa do crânio (por isso o “low”, baixo em inglês).
“Usamos na nuca a máquina regulada no pente 1 ou zero, para que o terço inicial
fique bem raspado. No segundo terço da cabeça, passamos para um pente maior e
assim por diante, até o topo. Fundamental nesse corte é que não apareça nenhuma
marca de divisão de tamanhos dos fios, que devem ter uma sequência natural, sem
emendas, diz o cabeleireiro.
Nesse estilo de corte, a
linha do degradê mais acentuado fica bem no meio da lateral da cabeça, entre a
orelha e o topo.
Esse corte é quase o
mesmo do anterior, com a diferença de que a linha marcada do degradê começa
mais alta na cabeça, mas ainda intermediária (“mid” vem de “middle”, meio em
inglês). “Subimos mais com o pente 1 ou zero até a metade da parte de trás e
das laterais da cabeça e vamos aumentando a altura do pente até os fios do
topo”, explica.
HIGH
FADE
As laterais são bem
baixas ou raspadas até o alto, contrastando com o topo da cabeça, onde os fios
são longos.
É a preferência
nacional entre os caras descolados. A linha do degradê é mais alta no crânio
(“high”, alto no idioma inglês). Nele, as laterais e a nunca são raspadas até
bem em cima da lateral do crânio. “Usamos máquina pente 1 ou zero (na maioria)
até o início do topo da cabeça. A parte de cima não precisa acompanhar a
sequência dos fios: eles podem ser bem mais longos, com a linha divisória bem
marcada. É também uma grande pedida entre a moçada que tem cabelo mais crespo”,
afirma Marcos Corazza.
TAPER
FADE
Uma variação do corte de
degradê clássico, com as laterais aparadas com máquina progressiva e acabamento
com pente.
É uma variação do
primeiro corte, o Clássico. Trata-se de um corte bem geométrico, em que o
degradê é bem gradual, sem que haja a divisão mais marcada, como no corte
Clássico descrito acima. “Começamos pela nuca com máquina com pente 1 ou 2 e
vamos subindo, regulando sempre o pente para número maior. Fazemos uma linha
reta nas laterais e terminamos numa franja longa. No acabamento, acertamos o
degradê com máquina e pente”, explica o cabeleireiro.
SCISSOR
FADE
Nesse corte máquina não
entra: o cabelo é inteiro picotado na tesoura e fica com aspecto bem natural.
Inteiro picotado na
tesoura (“scissor”, em inglês), sem uso de máquina, esse corte exige que o
profissional tenha experiência e mão boa em cortes masculinos. “Os fios são
todos sequenciais, desde a nuca, que é bem curta, até a franja, mais longa.
Esse estilo de corte tem aspecto bem natural, sem aquela cara de ‘acabei de
sair do barbeiro’. Por isso, é o preferido entre os executivos e o mais pedido
nos salões”, diz Marcos Corazza.






